quinta-feira, 24 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Em cartaz: NEVE NEGRA de Carlos Alberto Bisogno

Neste último sábado (19) a sala multimídia do SESI Campos foi aberta para o lançamento do média metragem NEVE NEGRA, roteirizado, produzido e dirigido pelo cineasta campista Carlos Alberto Bisogno.
Quem teve a oportunidade de assistir suas primeiras produções de curta metragens, entre elas A Serpente e Corvo, Esfinge e Vertigem pode testemunhar sua evolução e aperfeiçoamento técnico. Meio Glauber Rocha, é adepto da filosofia “uma idéia na cabeça e uma câmera nas mãos” são os ingredientes necessários para uma produção cinematográfica. Sem qualquer apoio do poder público ou mesmo da iniciativa privada Bisogno conta tão somente com seus esforços pessoais e o apoio de amigos e artistas locais que acreditam e seus projetos.
Neve Negra surpreende por sua qualidade técnica, mesmo contando com parcos recursos e equipamentos. Outra marca do cineasta campista é a qualidade fotográfica de seus filmes, Bisogno consegue como poucos revelar em seus enquadramentos imagens capazes de traduzir muito além dos seus próprios significados. Futuro promissor. 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Fotos Antigas de Campos II

Alguns momentos bucólicos da antiga praça do SS. São Salvador em Campos dos Goytacazes - RJ/Brasil









Programação SESI Campos - Novembro 2011

Egeu Laus, superintendente da Sec. de Cultura do Estado em Rio das Ostras... Vale conferir....

Guia Cultura e Região na Arca de Idéias...


A Arca Produções Projetos Culturais recebeu nesta última quinta feira (03) a equipe de produtoras do Guia Cultura e Região, periódico mensal que divulga a agenda cultural de Campos dos Goytacazes e Região. Participaram do encontro Nana Rangel e Wilson Heidenfelder, sócios gerentes da Arca Produções, Washington Campos, sócio gerente da Lubanco Produções e Ana Paula Mairen, diretora Geral do Guia Cultura e Região e Liliane Barreto, resposnável pelo departamento de jornalismo e marketing do Guia. Mais uma parceria de sucesso entrando nesta arca!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

CUPINS NÃO DORMEM...

Em ata da Câmara Municipal, de 28 de dezembro de 1833*, na seção dos ofícios, se lia:

“Da commissão central promotora do estabelecimento do Lyceu de Campos, fazendo a doação á camara do prédio outro’ora pertencente ao espólio do barão da Lagoa Durada, e situado á praça do Pinheiro nesta, cedida sob as seguintes condições: 1ª. Fica o governo provincial com inteira liberdade de ação para adaptar o prédio ao estabelecimento do Lyceu, porem, durante o tempo que estiver o mesmo prédio servindo ao fim a que é destinado fazer todas as obras que forem reclamadas pelo mesmo estabelecimento;....”

* Acredito ser um erro de digitação, pois a data provável seja o ano de 1883 (grifo meu)
 (extraído do livro Subsídios para a História de Campos dos Goytacazes. Julio Feudit.1900.

De acordo com a professora, ex-liceista e pesquisadora Vera Passos o Salão Nobre do Solar do Barão da Lagoa Dourada, que há mais de um século é ocupado pelo Liceu de Humanidade de Campos está literalmente tombando sob as cabeças do povo campista e necessita com urgência de reformas, pois os cupins, que não dormem e não dão trégua ao patrimônio histórico da cidade estão devorando assoalhos, escadas e tudo mais que encontram pela frente.
Campos tem se tornado há muito a cidade do “já teve” e com isso vai perdendo sua identidade e seu patrimônio cultural. Assim aconteceu com o antigo Theatro Trianon, o Cine Theatro São Salvador e, pelo que parece é o que poderá acontecer ao belíssimo prédio do Liceu de Humanidade de Campos se não tomarmos alguma providência.
Assim, uma comissão formada por ex-alunos da instituição, professores, pesquisadores e representantes da comunidade campista foi criada com o intuito de iniciar um movimento em favor a preservação do referido prédio. Um documento de apoio a propositura de determinação de obras urgentes, destinado a promotoria pública do Estado do Rio de Janeiro foi lançado e necessita do maior número de assinaturas possíveis de pessoas que acreditem que histórias como a do Liceu não podem terminar como alimento de cupins.
Desta forma, conclamo a todos que se unam a esse movimento em favor de nossa história, em favor de nossa identidade e patrimônio cultural.

Nota: aquele que desejar participar do movimento e assinar ao documento envie uma mensagem para o e-mail heidenfelder@oi.com.br e eu encaminharei.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Projeto Imagens Que Te Quero Ler: trabalho da Animação Cultural na Escola Municipal Francisco de Assis

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O Perfil do Animador Cultural

Talvez não nos caiba traçar o que seria o perfil do animador cultural, exatamente por conta de todas as suas especificidades, porém, sua atuação exige alguns atributos necessários á sua prática. Estar animado, antes mesmo de pretender animar qualquer ambiente em que se encontra, revela Cavalcanti (2007), deverá ser primordial. Estar entusiasmado com o que a vida lhe oferece. Ter autoconfiança, agir com empatia e simplicidade junto ao grupo a que pertence. Pensar globalmente, mas agir localmente aproximando pessoas, convivências e histórias. Valorizar a cultura do indivíduo e conduzi-lo à participação coletiva na sociedade. Propor sempre um diálogo aberto, fraterno e consciencioso, não predeterminar caminhos a serem seguidos, mas, conduzir com habilidade, dinamismo e clareza de objetivos aqueles que necessitam de sua atuação. Também precisa ser um mediador/catalisador capaz de intervir, de antecipar, de tomar a iniciativa em favor do grupo. Como agente problematizador ter sempre aguçado o senso crítico e despertar no grupo esse sentimento. Promover a participação coletiva e individual do sujeito no estado democrático. É, imprescindível estar sempre plugado a realidade do grupo, contextualizando sua participação, ouvindo seus apontamentos e necessidades. Descobrir talentos, facilitar acesso e otimizar recursos em favor do grupo e, assim, ultrapassar os limites dos muros, ampliar o tráfego nesta “ponte com via de mão dupla” sinalizada pelo professor e antropólogo Darcy Ribeiro ao falar da importância da participação da animação cultural na vida social, seja ela na escola, ou em qualquer outro espaço onde haja gente/humano.
            Mas, sobretudo acreditar. Não há prática de animação cultural por parte daqueles que não acreditem em uma proposta e gostem de atuar como animadores culturais, pois seu trabalho será sempre reflexo de seus valores, conceitos e atributos mais íntimos. Não haverá transformação do grupo, se esta não refletir a transformação do agente incentivador, o animador cultural.
por Wilson Heidenfelder
Presidente 
Centro de Estudos em Animação Cultural Darcy Ribeiro
(fragmento do artigo extraído do livro do Congresso de Animadores/as - Profissão e Profissionalização dos animadores culturais. Aveiro/Portugal.2010)