domingo, 20 de março de 2011

Eleições na UENF...

O titular da Chapa 15, professor Silvério de Paiva Freitas foi eleito como o oitavo reitor da Uenf. O novo reitor que tomará posse em julho é engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Fitotecnia pela Universidade Federal de Viçosa. Na UENF desempenhou a funções de chefe do Laboratório de Fitotecnia no período de 1999 a 2003, diretor do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) de julho de 2003 até junho de 2007 e Pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UENF de julho de 2007 a janeiro de 2011.
Quem ganha é a UENF, seus professores, servidores e alunos. Parabéns professor Silvério!!!

sábado, 19 de março de 2011

Novos ares afetam o Grussaí Praia Clube

Novos areas parecem ter aportado nas dependências do tradicional clube social sãojoanense. A nova diretoria comandada pelo empresário Wainer Teixeira de Castro (WTC Recursos Humanos) começa seus trabalhos com projetos de reformas e ampliação das áreas de convivência do Grussaí Praia Clube. Reformas completas em todos as áreas e com uma campanha de marketing para aquisição de novos sócios para seu quadro.
A programação de Carnaval 2011, muito diversificada e dando oportunidade para os artistas da terrinha foi um sucesso absoluto de público e aceitação. De fato o que necessitava era a visão empreendedora de quem conhece de epreendedorismo e gestão participativa. Não tenho dúvidas que o Grussaí Praia Clube vive novamente seus momentos de glória e esplendor com esta nova direção. Novos ares afetam o clube para melhor.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Hugo Paulo em Exposição no SESC Campos


O fotógrafo Hugo Paulo recebe hoje quinta feira (17) a partir das 19 horas convidados para a abertura de sua exposição de fotografias "REALIDADES?" no SESC Campos. 
A Mostra é uma reverência a natureza, através de um olhar pessoal, focalizando os reinos mineral, vegetal e animal e captando o simples nos seus fluxos, ritmos e ciclos, como uma forma de despoluir a nossa sensibilidade, do mundo cada vez mais urbano.
Sob um olhar estético a natureza é uma fonte inesgotável de cores, formas, texturas e movimentos que se transmutam em infinitas possibilidades, é fonte permanente de criação, transformando carbono em flores, frutos, pássaros e vida abundante...
O homem só achará seu caminho no momento em que respeitar as manifestações da vida. (Hugo Paulo).

Contagem regressiva para a Balada Curta

Será neste próximo sábado (19) a primeira edição do projeto Balada Curta organizado pelo Coletivo de Práticas de Audiovisual da Associação de Imprensa Campista. O Evento que reunirá os amantes da sétima arte ( o cinema é claro) com objetivo de assistir aos curtas produzidos em Campos dos Goytacazes. Além de um bom papo, teremos boa música em parceria com o projeto Noite do Vinil, do fotógrafo Wellington Cordeiro.
A entrada é franca e com direito a um saquinho de pipoca! Você não pode perde!!!  

segunda-feira, 14 de março de 2011

Líder tibetano quer deixar o poder político do Tibet


Dalai Lama, líder pólítico e religioso dos tibetanos pede formalmente ao parlamento sua saída da vida pública. O líder religioso há anos no exílio envia mensagem ao povo do Tibet: "Nenhum sistema de Governo pode assegurar estabilidade e progresso se depende de uma pessoa, sem apoio e participação do povo no processo político. O Governo de uma só pessoa é anacrônico e indesejável".

domingo, 13 de março de 2011

Animação Cultural: Olhar Extra muros (parte II)

Livro do Congresso de Animadores Culturais, Aveiro - Portugal, 2010. 

O pesquisador português Bruno Calheiros define a animação cultural como:

“uma forma de educação não formal, aberta às necessidades da comunidade, cuja dinâmica participativa vai determinar de que maneira a interação social acontece, numa ação sociopedagógica que visa o despertar da razão e a tomada da consciência do indivíduo para as transformações sociais individuais, coletivas e nos conflitos de interesses”.
            A reificação do indivíduo patrocinado pela indústria cultural, que o descaracteriza como sujeito próprio e o condiciona cada vez mais, à posição de objeto, é evidenciado na ausência de afeto nas relações sociais, não permitindo uma tomada de consciência do ser coletivo. Inevitavelmente, a escola será a grande responsável pela sua difusão, evidenciada na maneira como trata todo seu conteúdo programático, que como colcha de retalho fragmentada e desconexa, é imposta para ser decorada, sem qualquer possibilidade de reflexão.  A escola ao se apropriar destes conteúdos, os retransmite sem permitir a novas perspectivas e novos olhares.
            Numa tentativa de legitimar o escopo da indústria cultural, a escola acaba por reproduzir o mesmo modelo totalizante responsável pela homogeneização de hábitos, costumes, crenças e pensamentos da sociedade contemporânea. Será neste contexto que a animação cultural encontrará seu campo de batalha e, consequentemente, seus maiores desafios. Partindo do pressuposto de que a animação cultural tem por função primária a mediação dos bens culturais e, que esta não acontece sem a intervenção necessária junto às estruturas da sociedade a que ela se dispõe, é necessário que rompamos com os velhos preconceitos que ecoam ainda no país que concebem como função de animador cultural a caricatura de recreadores e festeiros de plantão, sempre descontextualizados da realidade.
            A experiência de uma nova síntese educacional inaugurada com os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), nas décadas de 80 e 90, por Darcy Ribeiro, fracassa no momento de seu nascedouro quando a escola tradicional/tecnicista não reverbera seus conceitos pedagógicos e não permite a manutenção de suas práticas construtivistas.
            Numa relação marcada pelas desigualdades sociais e manipulação da classe dominante (aqui se lê classe média) a escola pensada por Darcy não poderá ser permitida, pois ela só existe como possibilidade real de reequilibrar a balança, permitindo que o filho da pobreza tenha acesso á Educação, e Educação de qualidade.
            Um movimento perigoso no tabuleiro de xadrez das relações sociais, onde os filhos do Brasil não se poderiam sentar a mesma mesa e participar do mesmo jogo. Xeque mate. Perdemos mais uma vez o bonde da história. Um hiato de quase três décadas entre a escola darciliana e as famigeradas cotas universitárias, estas existentes tão somente como ações compensatórias pela covardia que praticamos num passado recente, condenando pelo menos duas gerações á marginalidade em todos os seus aspectos.
            Tais relações só acontecem mediante a construção de esquemas simbólicos de pensamentos capazes de costurar e organizar a realidade de acordo com o jogo de interesses da classe dominante.

“o jogo do real como algo abstrato, a partir do momento em que o indivíduo preso as teias de pensamentos, recebe pressão externa do grupo que apresenta como ‘realidade’ somente aquilo que é socialmente aceito como real.” (Kurt Lewin)

            Ou seja, a “realidade” não é absoluta, ela se diferencia muito de acordo com as relações sociais vivenciadas pelo indivíduo junto ao grupo de que participa.
            A organização e valoração dos objetos simbólicos do real se dão a partir dos esquemas lingüísticos e intelectuais apontados por Whorf capazes de determinar o grau de importância a ser apreendido pelo indivíduo, que absorve estes esquemas, na maioria das vezes, de forma inconsciente. Elegemos a escola como ferramenta operacional de interpretação destes símbolos e, damos a ela o poder de classificar o universo das obras filosóficas, literárias e artísticas culturais a serem assim apresentadas.
            Para Bourdieu a escola não cumpre apenas a função de consagrar a “distinção” entre os signos e seus significados, do que ele denomina como “classes cultivadas”. No seu entendimento, a cultura que a escola transmite tem o poder de separar os que a recebem do restante da sociedade, a partir de um conjunto de diferenças sistemáticas, determinando os conceitos de cultura, cultura erudita, cultura popular e cultura de massa. 
Wilson  Heidenfelder
Presidente-fundador do CEACDarcy
(extraido do livro do Congresso de Animadores(a) Animação Sociocultural - Profissão e Profissionalização dos Animadores - Aveiro. Portugal, 2010)