quarta-feira, 16 de março de 2011

Contagem regressiva para a Balada Curta

Será neste próximo sábado (19) a primeira edição do projeto Balada Curta organizado pelo Coletivo de Práticas de Audiovisual da Associação de Imprensa Campista. O Evento que reunirá os amantes da sétima arte ( o cinema é claro) com objetivo de assistir aos curtas produzidos em Campos dos Goytacazes. Além de um bom papo, teremos boa música em parceria com o projeto Noite do Vinil, do fotógrafo Wellington Cordeiro.
A entrada é franca e com direito a um saquinho de pipoca! Você não pode perde!!!  

segunda-feira, 14 de março de 2011

Líder tibetano quer deixar o poder político do Tibet


Dalai Lama, líder pólítico e religioso dos tibetanos pede formalmente ao parlamento sua saída da vida pública. O líder religioso há anos no exílio envia mensagem ao povo do Tibet: "Nenhum sistema de Governo pode assegurar estabilidade e progresso se depende de uma pessoa, sem apoio e participação do povo no processo político. O Governo de uma só pessoa é anacrônico e indesejável".

domingo, 13 de março de 2011

Animação Cultural: Olhar Extra muros (parte II)

Livro do Congresso de Animadores Culturais, Aveiro - Portugal, 2010. 

O pesquisador português Bruno Calheiros define a animação cultural como:

“uma forma de educação não formal, aberta às necessidades da comunidade, cuja dinâmica participativa vai determinar de que maneira a interação social acontece, numa ação sociopedagógica que visa o despertar da razão e a tomada da consciência do indivíduo para as transformações sociais individuais, coletivas e nos conflitos de interesses”.
            A reificação do indivíduo patrocinado pela indústria cultural, que o descaracteriza como sujeito próprio e o condiciona cada vez mais, à posição de objeto, é evidenciado na ausência de afeto nas relações sociais, não permitindo uma tomada de consciência do ser coletivo. Inevitavelmente, a escola será a grande responsável pela sua difusão, evidenciada na maneira como trata todo seu conteúdo programático, que como colcha de retalho fragmentada e desconexa, é imposta para ser decorada, sem qualquer possibilidade de reflexão.  A escola ao se apropriar destes conteúdos, os retransmite sem permitir a novas perspectivas e novos olhares.
            Numa tentativa de legitimar o escopo da indústria cultural, a escola acaba por reproduzir o mesmo modelo totalizante responsável pela homogeneização de hábitos, costumes, crenças e pensamentos da sociedade contemporânea. Será neste contexto que a animação cultural encontrará seu campo de batalha e, consequentemente, seus maiores desafios. Partindo do pressuposto de que a animação cultural tem por função primária a mediação dos bens culturais e, que esta não acontece sem a intervenção necessária junto às estruturas da sociedade a que ela se dispõe, é necessário que rompamos com os velhos preconceitos que ecoam ainda no país que concebem como função de animador cultural a caricatura de recreadores e festeiros de plantão, sempre descontextualizados da realidade.
            A experiência de uma nova síntese educacional inaugurada com os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), nas décadas de 80 e 90, por Darcy Ribeiro, fracassa no momento de seu nascedouro quando a escola tradicional/tecnicista não reverbera seus conceitos pedagógicos e não permite a manutenção de suas práticas construtivistas.
            Numa relação marcada pelas desigualdades sociais e manipulação da classe dominante (aqui se lê classe média) a escola pensada por Darcy não poderá ser permitida, pois ela só existe como possibilidade real de reequilibrar a balança, permitindo que o filho da pobreza tenha acesso á Educação, e Educação de qualidade.
            Um movimento perigoso no tabuleiro de xadrez das relações sociais, onde os filhos do Brasil não se poderiam sentar a mesma mesa e participar do mesmo jogo. Xeque mate. Perdemos mais uma vez o bonde da história. Um hiato de quase três décadas entre a escola darciliana e as famigeradas cotas universitárias, estas existentes tão somente como ações compensatórias pela covardia que praticamos num passado recente, condenando pelo menos duas gerações á marginalidade em todos os seus aspectos.
            Tais relações só acontecem mediante a construção de esquemas simbólicos de pensamentos capazes de costurar e organizar a realidade de acordo com o jogo de interesses da classe dominante.

“o jogo do real como algo abstrato, a partir do momento em que o indivíduo preso as teias de pensamentos, recebe pressão externa do grupo que apresenta como ‘realidade’ somente aquilo que é socialmente aceito como real.” (Kurt Lewin)

            Ou seja, a “realidade” não é absoluta, ela se diferencia muito de acordo com as relações sociais vivenciadas pelo indivíduo junto ao grupo de que participa.
            A organização e valoração dos objetos simbólicos do real se dão a partir dos esquemas lingüísticos e intelectuais apontados por Whorf capazes de determinar o grau de importância a ser apreendido pelo indivíduo, que absorve estes esquemas, na maioria das vezes, de forma inconsciente. Elegemos a escola como ferramenta operacional de interpretação destes símbolos e, damos a ela o poder de classificar o universo das obras filosóficas, literárias e artísticas culturais a serem assim apresentadas.
            Para Bourdieu a escola não cumpre apenas a função de consagrar a “distinção” entre os signos e seus significados, do que ele denomina como “classes cultivadas”. No seu entendimento, a cultura que a escola transmite tem o poder de separar os que a recebem do restante da sociedade, a partir de um conjunto de diferenças sistemáticas, determinando os conceitos de cultura, cultura erudita, cultura popular e cultura de massa. 
Wilson  Heidenfelder
Presidente-fundador do CEACDarcy
(extraido do livro do Congresso de Animadores(a) Animação Sociocultural - Profissão e Profissionalização dos Animadores - Aveiro. Portugal, 2010)

Curta a Balada Curta da Associação de Imprensa...

FIQUE LIGADO!

Depois da semana de Carnaval você tem um encontro marcado com os melhores curtas já produzidos em Campos dos Goytacazes. Será na sede da Associação de Imprensa Campista - AIC.

A Grande Síntese na Escola Jesus Cristo

A Escola Jesus Cristo, entidade espírita cristã recebeu neste último sábado (dia 12 de março) o cineasta Oceano Vieira de Melo e o roterista Jorge Damas Martins diretores do projeto cinematográfico "A Grande Síntese de Pietro Ubaldi". Filme com  cerca de uma hora e meia de duração, faz um apanhado bibliográfico da vida do universalista e escritor espírita Pietro Ubaldi.
Entre as figuras entrevistadas durante a produção do filme está a professora Hilza Mussa Tavares, esposa de Clóvis Tavares, fundador da Escola Jesus Cristo, que na época foi quem recebeu o escritor e o acompanhou por mais de oitenta conferência realizadas por todo o Brasil. Clóvis Tavares foi durante as conferências o tradutor oficial de Pietro Ubaldi.
Parabéns a Escola Jesus Cristo, sempre marcando a história de nossa cidade!