terça-feira, 14 de setembro de 2010

CIEP: A Escola que o Brasil precisa


Os CIEPs foram criados na década de 1983, durante o primeiro governo de Leonel Brizona no Estado do Rio de Janeiro. Darcy Ribeiro foi seu principal articulador.

Assista ao vídeo e, responda se for capaz:

Por que este projeto de Educação Pública fracassou em seu nascedouro?

Brasil da diversidade cultural...


Hino Nacional Brasileiro de Norte a Sul...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Animação Cultural: Do outro lado do muro...




Reflexões...

Durante as últimas três décadas, a escola tem sido o espaço de atuação do animador cultural brasileiro, mais precisamente no Estado do Rio de Janeiro onde sua proposta de trabalho esteve presente no Programa Especial de Educação, idealizado pelo professor Darcy Ribeiro e sua equipe quando da criação dos Centros Integrados de Educação Pública – CIEPs.
Mas, há notícias de que a nomenclatura de animador cultural já havia sido utilizada anteriormente por outros grupos de trabalhadores da cultura, a exemplo do maestro Villa Lobos, do arquiteto Oscar Niemayer e do sambista e compositor Neguinho da Beija Flor.
Decerto estes quase trinta anos de atividades da animação cultural na escola não foram suficientes para vencer as barreiras metodológicas criadas pelos modelos educacionais operacionalizados no Brasil, denunciados aos quatro cantos do país pelo professor Darcy ao considerar: "um dos grandes fracassos do Brasil, como povo e como civilização, ser nossa incapacidade de criarmos uma Escola Pública honesta e eficiente." Esta denúncia baseia-se na observação clara de as propostas pedagógicas da Escola Pública brasileira estarem a serviço de um grupo privilegiado da sociedade, não sendo capazes de reconhecer como alunado verdadeiro a maioria das crianças do Brasil, uma escola injusta, sentencia Darcy Ribeiro.
A escola continua aquartelada, quase que intransponível para aqueles que desejam e sonham com uma outra nova escola, verdadeiramente comprometida com o povo e com o seu futuro. O discurso tem caminhado distante da prática pedagógica, quando ao considerar a escola como sendo "minha", alunos e professores como "meus", enfim ao tomarem "posse" desta escola, não permitem que outros ajudem a construí-la de maneira a servir com igualdade, liberdade e fraternidade.
Não há que se abandonar a escola, mas talvez seja necessário mudar a estratégia para que algo de novo realmente aconteça. Olhar por cima do muro, pois se a revolução não foi capaz de acontecer no interior da escola, talvez seja a hora de deflagrá-la de fora para dentro. Na prática, seria a manutenção de grupos de animadores culturais resistentes no interior da escola, ao mesmo tempo em que se ampliaria a atuação destes em outros espaços, também propícios ao labor da animação cultural. Novas frentes, sob novas possibilidades de construção sociocultural.
E o campo é vasto, repleto de possibilidades cuja carência é tanto quanto a que existe no interior da escola. Assim, a prática de animação cultural se estenderia verticalmente por setores da saúde, da promoção e assistência social e da vida, da cultura, das organizações não governamentais, setores da iniciativa privada e comunitária, atuando entre trabalhadores, adolescentes e crianças em situação de risco, idosos, clubes sociais e de serviço. Na prática muito disso já acontece. Decerto o que falta é a tomada de consciência por parte de quem contrata e de quem atua como animador cultural no sentido de reconhecer tais práticas como próprias do animador cultural. Trata-se de educação não formal tomando corpo e atingindo, sensivelmente, o estrato social considerando outras vias de atuação.
Outro aspecto relevante reside na formação do profissional em animação cultural, ou melhor, na não-formação deste profissional, visto que não há no Brasil cursos técnicos ou de graduação na área, a exemplo do que já acontece em países europeus. Na década de 80, a iniciativa de Darcy Ribeiro ao integrar o animador cultural dos CIEPs, queria contar tão somente com os menestréis, cordelistas, sambistas, artistas práticos sem os "vícios" da sala de aula, sem a "contaminação" das pedagogias uniformizantes.
Mas, em pleno século XXI, quando o conhecimento, a formação e a informação passaram a fazer parte importante da integração social e cultural do homem contemporâneo torna-se necessário e urgente o preparo deste animador. Como forma de fortalecer ainda mais sua prática, o estudo continuado envolvendo os conceitos da sociologia, da antropologia, da história, dos estudos culturais e mesmo da pedagogia passam a figurar como ferramenta importante em sua formação profissional. É hora de olhar extra muros.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Os neurônios estão a solta no SESI Campos




Comédia infanto-juvenil de Claudia Valli, adaptada da coleção “As aventuras de um neurônio lembrador” de Roberto Lent

A peça propõe uma divertida viagem por dentro do cérebro de Pedro, um menino de nove anos, cujo tio é cientista. Pedro é um menino falante e cheio de perguntas, que sonha em ser cientista como o tio. A partir do momento em que "entramos" em sua cabecinha, passamos a conhecer os divertidos neurônios que a habitam e que são responsáveis por tudo que o menino pensa, sente e faz. Assim, acompanhamos Pedro jogando bola, fazendo o dever de casa, aprendendo a andar de bicicleta e até vivendo a emoção de seu primeiro amor, sempre pelo ponto de vista de seus neurônios. Um ponto de vista, sem dúvida, bastante peculiar.
A peça mostra, de maneira simples e bem humorada, como os neurônios funcionam e fazem a gente funcionar. Mas também aborda a ciência como uma divertida atividade e o cientista como um profissional como qualquer outro, apenas mais curioso e não um daqueles "loucos" que vemos nos filmes.



Dia: 04/09/2010 (Sábado)
Horário: 17 horas
Local: Teatro SESI Campos
Capacidade Limitada: 200 espectadores
Ingressos: R$ 10,00(inteira)
R$ 5,00 (Meia/ estudantes – idosos e sócios)

“Com todas as palavras...” em cartaz no Cine Teatro São João



Quem ainda não assistiu ainda poderá conferir o belo musical “Com todas as palavras...”, que estará em cartaz neste sábado (04/10) e domingo (05/10), no Cine Teatro São João, no município de São João da Barra, interior do Estado do Rio de Janeiro/Brasil. Montagem dos diretores teatrais Silvano Motta e Antônio Carlos Dias será apresentada até o dia 12 de setembro, sempre de quinta a domingo.
Em cena, as atrizes sanjoanenses Ana Carolina Berto e Raquel Cunha trazem à tona sentimentos e conflitos que envolvem a vida amorosa de qualquer um, e conseguem encantar o público com muita música e reflexão, convidando-o a uma viagem dentro de si próprio.
Os argumentos da narrativa se entrelaçam com músicas da MPB, criando um clima ameno para o cotidiano, as situações que nos levam a rir ou chorar, dependendo do ponto de vista. No violão e na flauta estão JG e Rafaela Carvalho, respectivamente. De quinta a sábado às 20:30 e, aos Domingos apresentação às 18 horas. Classificação 12 anos. Vale dar uma conferida!!!

Cidade de Aveiro recebe animadores culturais para o I Congresso de Animação Sociocultural

Aveiro, a Veneza portuguesa com certeza...


A cidade portuguesa de Aveiro receberá entre os dias 18 e 20 de novembro deste ano animadores culturais portugueses e de outros países para o seu I Congresso de Animação Sociocultural. Esta é mais uma iniciativa da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural - APDASC. O tema em debate será "Profissão e Profissionalização dos/as animadores/as". A base para as discussões é resultado dos Ciclos de Debates que aconteceram pelo território português onde foram discutidos o Estatuto e a carreira dos animadores, seu Código de Ética, a Deontologia da Animação Sociocultual e a Formação em Animação Sociocultural. Vale conferir!!!