Será nesta segunda feira (30) às 20 horas, que os novos membros do Conselho Municipal de Cultura tomarão posse. O evento acontece no Teatro de Bolso Procópio Ferreira e dará posse aos representantes da sociedade civil organizada e do poder público municipal. Momento importante para as deliberações em favor das políticas públicas de cultura no município de Campos dos Goytacazes.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Tem comédia no SESI Campos neste fim de semana
UMA COMÉDIA DIRIGIDA POR DUDA RIBEIROCOM RAUL GAZOLLA E MARCOS VERAS
A rádio tem um papel cativo no coração dos brasileiros. Em muitos lares, é ela quem dá o primeiro bom-dia, apresentam ás notícias mais frescas, as promoções imperdíveis do mercado, os melhores conselhos, as mais fortes emoções. A relação do brasileiro com seus aparelhos de rádio é íntima como se locutores e comentaristas fizessem parte da família. Quantas vezes não se está tão familiarizado com uma voz que parece ser de um amigo antigo? Quantos radialistas não se tornam companhia inseparável dos brasileiros que estão a caminho do trabalho, ou preparando o café-da-manhã para seus filhos?
TEATRO/SESI – Campos
Dia: 27 de Novembro (sexta-feira)
Horário: 20 horas
Capacidade Limitada: 200 espectadores
Ingressos: R$ 15,00 (Inteira)
R$ 7,50 (Meia – estudantes, idosos e sócios)
Classificação – 12 anos
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Valeu Zumbi... Valeu Gamboa
Dia da cosnciencia negra, contra toda a forma de preconceito e racismo...
Um país formado por sua maioria de afro-descendentes ainda necessita de um dia no calendário para lembrar sua história, isso reflete o quanto precisamos caminhar no sentido de reconhecer nossas raizes e de sua importância em nossa formação sociopolitico e cultural. Viva Zumbi dos Palmares! Viva josé do Patrocínio! Viva Geraldo Gamboa!
Miracema recebe Garotinho
O município fluminense de Miracema recebeu nesta semana (quarta 18) na Câmara de Vereadores o ex-governaor Anthony Garotinho, presidente da Executiva Estadual do Partido da República (PR). A Câmara ficou pequena para tanta gente. Reunindo pastores evangélicos, líderes comunitários, vereadores de várias regiões e a comunidade em geral Garotinho falou sobre a importância da unificação do interior para o fortaleciento das políticas públicas em favor do povo do interior. Destacou as principais obras de seu governo e de Rosinha Garotinho a frente do Estado do Rio de Janeiro e da necessidade da retomada das ações a partir das novas eleições. O terno Azul... (Crônica)

Homenagem póstuma ao poeta e médico das letras Antonio Roberto Fernandes, falecido em 20 de novembro de 2008
Uma tarde fria. Lá fora a chuva tocava a face da estátua deitada ao chão. De pé eu olhava fixamente meu corpo que jazia inerte no meio do salão. Não gostei. A barba por fazer deixava-me com aparência de mais idade. Não que isso me importava, pois sempre dei valor a vida que vivi muito mais que a vida que se extinguia ali. O caixão de madeira escura muito bem envernizada tinha aparência de minha última morada. E as alças? As alças davam um ar mais clássico ao evento assistido por muita gente.
Mas, havia algo que me incomodava. Não sei bem o que era, mas não me agradava. Talvez fosse a gravata! Sim, a gravata, ela não combinava. Não combinava a gravata, não combinava o terno azul, não combinava nada. Será que as pessoas não percebem que quando morremos somos o protagonista, o ator principal, o trovador vencedor do grande concurso e, que não podemos fazer feio? A verdade era que eu gostava muito mais da minha camisa listrada, do meu paletó e do meu inseparável suspensório. Esse sim minha marca registrada.
Lá fora a chuva parece não querer dar trégua. Aqui dentro as lágrimas umedecem os lenços saudosos e a beira do meu esquife. O lugar escolhido foi o Palácio da Cultura, onde eu e meus amigos comparsas transgredíamos em prosa e verso todas as formas de poetizar. Entre cafés e biscoitos falava dos pratos de minha avó, das águas correntes e das covinhas de minhas musas.
Das Heloísas eu era Abelardo, das Helenas o Teseu, das Capitu o secreto Escobar, das belas Penélopes era o Ulisses. Até das Olívias versadas por Veríssimo eu era o Eugênio a olhar os lírios do campo. Se todos eles tiveram suas inspirações, também eu tenho aqui minhas musas. Se noite fosse agora, minha vontade era de pegar o celular e a alguém indagar: Já vistes a lua como está linda esta noite? Saberia sua resposta: já escreveste meu poema? Quem não gosta de receber um elogio, um galanteio?
Recebi muitas homenagens. Nunca imaginei tantas coroas de flores. Na verdade achei que demoraria um tanto mais para recebê-las, mas, fazer o que? É a vida, ou melhor é a morte. Quanta gente chorosa! Quantas moças saudosas! Mas, choraram também os amigos mais sinceros.
Nasci no mato, mas no mato não me criei! Foi lá para bandas de São Fidélis, cidade poema que de meu pai aprendi as primeiras garatujas. Primogênito de oito irmãos (senti a falta de alguns neste dia...) quis ser doutor das medicinas, mas, foi na casa bancária que contando o dinheiro alheio ajudei a criar meus irmãos. Mas fui e sou um homem de sorte, pois aprendi a ver o homem por dentro e por fora e tornei-me assim poeta.
Entre choros, velas e versos declamados a tarde vai longe. Não demoras fecham o meu caixão. Mas confesso continuo incomodado com o terno azul. Não faz meu gênero. Não tem a minha marca. Onde esta meu inseparável suspensório? Na bicicleta da vida pedalei tanto, meu Deus, mas no melhor da descida furaram-se os dois pneus!...
Dizem os espiritualistas de plantão que quando viemos ao mundo, viemos com uma missão e, quando partimos deixamos nossa criação. Parece brincadeira, de mau gosto, mas brincadeira, pois no dia de minha partida levaram comigo minha expiação! Não é que retiraram do palácio as estátuas da abolição!
Mas, tudo isso não mais importa, eu continuo aqui de pé a olhar com serenidade a serenidade me levar embora. E por um instante, apenas por um instante quando olhava fixamente o terno azul, eu imaginei que eu era ele e, que ele era eu e, senti falta do suspensório.
Mas, havia algo que me incomodava. Não sei bem o que era, mas não me agradava. Talvez fosse a gravata! Sim, a gravata, ela não combinava. Não combinava a gravata, não combinava o terno azul, não combinava nada. Será que as pessoas não percebem que quando morremos somos o protagonista, o ator principal, o trovador vencedor do grande concurso e, que não podemos fazer feio? A verdade era que eu gostava muito mais da minha camisa listrada, do meu paletó e do meu inseparável suspensório. Esse sim minha marca registrada.
Lá fora a chuva parece não querer dar trégua. Aqui dentro as lágrimas umedecem os lenços saudosos e a beira do meu esquife. O lugar escolhido foi o Palácio da Cultura, onde eu e meus amigos comparsas transgredíamos em prosa e verso todas as formas de poetizar. Entre cafés e biscoitos falava dos pratos de minha avó, das águas correntes e das covinhas de minhas musas.
Das Heloísas eu era Abelardo, das Helenas o Teseu, das Capitu o secreto Escobar, das belas Penélopes era o Ulisses. Até das Olívias versadas por Veríssimo eu era o Eugênio a olhar os lírios do campo. Se todos eles tiveram suas inspirações, também eu tenho aqui minhas musas. Se noite fosse agora, minha vontade era de pegar o celular e a alguém indagar: Já vistes a lua como está linda esta noite? Saberia sua resposta: já escreveste meu poema? Quem não gosta de receber um elogio, um galanteio?
Recebi muitas homenagens. Nunca imaginei tantas coroas de flores. Na verdade achei que demoraria um tanto mais para recebê-las, mas, fazer o que? É a vida, ou melhor é a morte. Quanta gente chorosa! Quantas moças saudosas! Mas, choraram também os amigos mais sinceros.
Nasci no mato, mas no mato não me criei! Foi lá para bandas de São Fidélis, cidade poema que de meu pai aprendi as primeiras garatujas. Primogênito de oito irmãos (senti a falta de alguns neste dia...) quis ser doutor das medicinas, mas, foi na casa bancária que contando o dinheiro alheio ajudei a criar meus irmãos. Mas fui e sou um homem de sorte, pois aprendi a ver o homem por dentro e por fora e tornei-me assim poeta.
Entre choros, velas e versos declamados a tarde vai longe. Não demoras fecham o meu caixão. Mas confesso continuo incomodado com o terno azul. Não faz meu gênero. Não tem a minha marca. Onde esta meu inseparável suspensório? Na bicicleta da vida pedalei tanto, meu Deus, mas no melhor da descida furaram-se os dois pneus!...
Dizem os espiritualistas de plantão que quando viemos ao mundo, viemos com uma missão e, quando partimos deixamos nossa criação. Parece brincadeira, de mau gosto, mas brincadeira, pois no dia de minha partida levaram comigo minha expiação! Não é que retiraram do palácio as estátuas da abolição!
Mas, tudo isso não mais importa, eu continuo aqui de pé a olhar com serenidade a serenidade me levar embora. E por um instante, apenas por um instante quando olhava fixamente o terno azul, eu imaginei que eu era ele e, que ele era eu e, senti falta do suspensório.
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